Castle of Lousã
Coimbra Coimbra Portugal
castle, chateau
Castelo da Lousã
Coimbra Coimbra Portugal
castle, chateau
The Castle of Lousã (Portuguese: Castelo da Lousã), also known as the Castle of Arouce (Portuguese: Castelo de Arouce), is a classified National Monument situated 2 kilometres (1
O Castelo da Lousã, também referido como Castelo de Arouce, localiza-se a cerca de dois quilômetros da freguesia, vila e concelho de Lousã, no distrito de Coimbra, em Portugal
Previous names
Castle of Lousã, Castelo da Lousã
Description
The Castle of Lousã (Portuguese: Castelo da Lousã), also known as the Castle of Arouce (Portuguese: Castelo de Arouce), is a classified National Monument situated 2 kilometres (1.2 mi) from the civil parish of Lousã e Vilarinho, municipality of Lousã. It was constructed in the second-half of the 11th century, on the right margin of the River Arouce. History In 1080, count Sisnando Davides occupied the settlement of Lousã peacefully (but was later reoccupied by the Moors). The castle was part of the first defensive lines constructed to protect the access-ways to Coimbra, during the count's stewardship, during the second-half of the 11th century. The smaller perimeter of the military structure corresponded to this early period, with later expansions associated with the early middle ages. It was in 1124, when the Moorish garrison fell and the castle was re-occupied by the forces of D. Teresa, who completed reparation of the defenses. Eventually, the royal court of Queen D. Mafalda would spend her summers in the settlement and castle. During the early years of the Portuguese monarchy, the region occupied an important position owing to its frontier status. In 1124, Moorish incursions were responsible for taking the castle. In 1151, a foral was issued by D. Afonso Henriques, owing to its military importance: during the 12th century, there were several raids by Moors across the valley of Zêzere. By that time, Lousã was no longer a frontier town, owing to the conquest of Santarém, Lisbon and Palmela in 1147. During this time, the kingdom had a policy of settlement that attempted to fix and stabilize the Portuguese population centers and promote further occupation of the land. The keep tower was constructed during the 14th Century. A new foral was issued in 1513 by King D. Manuel. As its military role ceased to be important, the castle fell into disuse. Until 1759, the signeurial rights to the region were maintained by the Dukes of Aveiro, but were transferred back to the Crown. Between the 1940s and 1960s, the DGEMN Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (Directorate-General for the Buildings and National Monuments) promoted substantial remodeling to reinforce the structure. Rights to the castle and land were ceded to the municipality on 10 August 1957; on 27 April 2019, the re-qualified castle was inaugurated, later to include a newly constructed viewpoint and visitors' center. Architecture The small castle with irregular, hexagonal plan encircles a small courtyard. It is dominated in the north by a keep tower, that is addorsed to the wall, consisting of a rectangular structure with ogival doorway at the level of the chemin de ronde covered in arrowslits. Chamfered merlons terminate the supper part of the structure. The main entrance is located in the southeast corner and is protected by two semi-cylindrical corbels. An elongated corbel is located to the southwest, while two smaller corbels are situated in the west of the castle, that complete the defensive structures along the walls that are completed with chamfered merlons, similar to those in the keep tower.
O Castelo da Lousã, também referido como Castelo de Arouce, localiza-se a cerca de dois quilômetros da freguesia, vila e concelho de Lousã, no distrito de Coimbra, em Portugal. Construído na segunda metade do século XI, localiza-se na serra da Lousã, na margem direita do rio Arouce, o monumento constitui-se, nos nossos dias, em uma requisitada atração turística. História Antecedentes Desconhece-se o momento em que uma fortificação foi iniciada para a proteção da povoação de Arouce, cuja primeira referência documental remonta a 943, num contrato entre Zuleima Abaiud, um moçárabe, e o abade Mestúlio do Mosteiro de Lorvão, onde se menciona o topônimo Arauz. O castelo medieval Admite-se que a edificação (ou reedificação) do Castelo de Arouce remonta para a segunda metade do século XI, quando a povoação foi pacificamente ocupada pelo conde Sesnando Davides, governador da circunscrição conimbricense, cujo mandato lhe foi outorgado por Fernando Magno, soberano que havia conquistado Coimbra aos mouros desde 1064, trazendo a Reconquista cristã da Península Ibérica até à região das serras da Estrela e da Lousã. Conquistado pelos mouros durante a ofensiva de 1124, foi reocupado e reparado por D. Teresa de Leão. Com a independência de Portugal, passou a integrar a linha raiana do Mondego até 1147, quando da conquista de Santarém e de Lisboa pelas forças de D. Afonso Henriques (1112-1185), que a estendeu até ao Tejo. Nesse período, aqui vinha passar o Verão a sua esposa, a rainha D. Mafalda de Saboia, com a sua corte. Na Carta de Foral que este soberano concedeu a Miranda do Corvo (1136), faz alusão ao Castelo de Arouce, que viria a receber o próprio foral em 1151. Mais tarde, em 1160, um novo documento alude à Lousã, distinta de Arouce, o que demonstra que a antiga povoação romana voltara a ser ocupada com a pacificação da região, prosperando de tal forma que recebeu foral em 1207, sob o reinado de D. Afonso II (1211-1223). Em algum momento do século XIV, foi erguida a torre de menagem do castelo. Sob o reinado de D. Manuel I (1495-1521) a Lousã recebeu Foral Novo (1513), época a partir da qual o castelo medieval passou a ser conhecido como Castelo da Lousã. A Lousã e seus domínios foram senhorio dos duques de Aveiro até 1759, quando passaram para a Coroa portuguesa. A partir de então, a ação dos elementos, a dos séculos e a de vândalos em busca dos lendários tesouros de Arouce, causaram significativos danos ao monumento, inclusive ameaçando derruir a Torre de Menagem. Do século XX aos nossos dias Encontra-se classificado como Monumento Nacional por Decreto publicado em 23 de Junho de 1910. A intervenção do poder público iniciou-se em 1925, e depois em 1939, quando lhe foram procedidos trabalhos de conservação e reparação por parte da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais. Uma campanha mais extensa teve lugar entre 1942 e 1945, e, outras, pontuais, nos anos de 1950, 1956, 1964, 1971 e 1985. Esses trabalhos trouxeram-nos o monumento em bom estado de conservação, preservado numa paisagem florestal, que relembra os primórdios da nacionalidade. Características De pequenas dimensões, apresenta planta no formato hexagonal irregular, nos estilos românico e gótico. As muralhas, em alvenaria de xisto, são reforçadas por três cubelos (um a Sudoeste, e dois, menores a Oeste. Outros dois, semi-cilíndricos, flanqueiam o portão de entrada, a sudeste. Atravessando-se este, abre-se uma praça de armas com cerca 130 m². O topo das muralhas é percorrido por um adarve, defendido por merlões chanfrados. Adossada à muralha, pelo lado norte, ergue-se a Torre de Menagem, com planta quadrangular, ameada. Nela se rasga uma porta em arco ogival, ao nível do adarve, com seteiras pelo lado oposto, e mais duas portas no pavimento superior, em cada uma das fachadas. É encimada por merlões chanfrados.
Useful information
Free Free - Walking trails - Great view geral@cm-lousa.pt - Remains of the castle - It has a museum nearby
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