The Castle of Alcácer do Sal
Alcácer do Sal Setúbal Portugal
castle, chateau
Castelo de Alcácer do Sal
Alcácer do Sal Setúbal Portugal
castle, chateau
The Castle of Alcácer do Sal (Portuguese: Castelo de Alcácer do Sal) is a medieval castle located in the civil parish of Alcácer do Sal (Santa Maria do Castelo e Santiago) e Santa Susana, in the municipality of Alcácer do Sal, Portuguese district of Setúbal
O Castelo de Alcácer do Sal, no Alentejo, localiza-se na cidade e concelho de Alcácer do Sal, distrito de Setúbal, em Portugal
Previous names
The Castle of Alcácer do Sal, Castelo de Alcácer do Sal
Description
The Castle of Alcácer do Sal (Portuguese: Castelo de Alcácer do Sal) is a medieval castle located in the civil parish of Alcácer do Sal (Santa Maria do Castelo e Santiago) e Santa Susana, in the municipality of Alcácer do Sal, Portuguese district of Setúbal. History It predominates over the Sado valley, the hilltop on which it was implanted was successively occupied since the 6th century, becoming an important urban and military centre on the Moorish peninsula. The castle was likely constructed in the 12th century, that succeeded various older fortifications. The castle had 20 towers of more than 25 metres (82 ft) and a large keep tower, two gates along the north (including the Porta Nova in the north and the Porto de Ferro in the east). Archeological excavations occurring in the 20th century, proved that Alcácer do Sal was constructed during the Almohad Caliphate, during a period of Moorish occupation in the Iberian peninsula. It was conquered in 1158 by D. Afonso Henriques, but was retaken in 1191 by the Arab Moors, as evidenced by the construction of the pentagonal tower during its occupation. It was definitively reconquered in 1217, by King D. Afonso II, who donated it to the Order of Santiago. This military religious order remained seated in Alcácer do Sal until its move to Mértola. Beginning in 1289, the castle and fortifications were rebuilt. In 1570, Rui de Salema and his wife, D. Catarina de Souto Maior, founded the Convent of Nossa Senhora de Aracaeli, to house/shelter the sisters of Poor Clares/Order of Saint Claire. The nuns were housed in the interior of the castle in the old residences of the former Commandery of the Order of Santiago and Royal Palace. Following an earthquake in 1969, the site was damaged. The unstable accessways along the walls were reinforced in 1971, along with repaving the foundations, filling of cracks along the parapets and the masonry (to imitate the taipa removed from the site). This was extended in 1975 to include work along the western wall of the clocktower. Between 1982 and 1983, the restoration of the adarves and battlements were undertaken, and continue the restoration of the walls and turrets. This turret was immediately reconstructed in 1985 in stone masonry, with imitation taipa. In successive years (1986, 1987 and 1988) there were recovery works: reconstruction, improvement and consolidation of the walls and turrets. In the 1990s, work on re-covering the site and restoring the castle for use as a hostel began at this time, but was interrupted due to the discovery of an ancient Roman forum site. As a consequence, the property was taken over by the IPPAR Instituto Português do Património Arquitetónico (Portuguese Institute of Architectural Patrimony) by decree on 1 June 1992, (Decree 106F/92, Diário da República, Série 1A, 126). Nonetheless, on 16 May 1998, the hostel was inaugurated. A public tender was issued in 2000, to award a contract to secure and reinforce the hilltop (Diário da República, Série III, 215, 16 September). At the same time, work began on setting-up the Special Protection Zone (ZPE), by the municipal authority of Alcácer do Sal (September 2003), supplemented by a similar act on 16 May 2005. On 7 April 2009, there was a proposal made by the DRCAlentejo; as a consequence, the director of IGESPAR issued a dispatch to DRCAlentejo to reanalyze the proposal for the ZPE. This move resulted in a new proposal for the ZPE on 25 October 2010 by DRCAlentejo. On 15 December, SPAA National Council for Culture agreed with the proposal defined by the new ZPE. Over time, though, the ZPE's limits was expanded on 7 December 2012 (Diário da República, Série 2, 237, announcement 13758/2012). The first major work on the site occurred along the south wall in 1958: the masonry and taipa was demolished (those areas in ruin). The masonry was reconstructed until the foundations and support taipa, in the areas around site. The walls to the north were consolidate in 1963, resulting in the demolition in the wall area, that involved re-pavement and repair of the parapets, using stone from the site. Similar work on the western walls were undertaken in 1966, along with repair of the roof and other elements of the walls, that continued to 1967 along the south wall. Between 1969 and 1970, portions of the church were re-roofed, along with the structure's base in reinforced concrete, the internal walls and sections of the cloister, in addition to conservation of the walls near the church. Architecture The castle is located on a hilltop on the edge of the rural area of Alcácar do Sal, isolated over the town, river and adjacent terrains. Within the courtyard of the castle is the Church of Santa Maria do Castelo. The irregular plan includes two lines of differentiated walls, intermixed with towers located at irregular intervals. The walls spread over the cliffs, to the north and south. The north walls and towers, with adarve encircling it, are decorated by rectangular merlons. In the northeast, at the extreme circuit, is the Tower of Algipe, with a square base transformed into octagonal by four triangular slopes. In the extreme northwest are two taller towers that flank a line of walls broken by vaulted arch and surmounted by smaller central arches. In the south are the remains of another wall and part of the towers, with a southwestern tower with clock tower. Within the walls along the northwest wall, as the ruins of the Convent of Nossa Senhora da Aracaeli, that are connect by archways and flanked by towers. The church, with double choir is a unique, rectangular nave without roof, and rectangular presbytery decorated with pinnacles. To the north, alongside the cloister centred on a two-storey wings, encircled by rounded arches over pilasters, with upper-story framed windows. The convent and church open to the castle courtyard.
O Castelo de Alcácer do Sal, no Alentejo, localiza-se na cidade e concelho de Alcácer do Sal, distrito de Setúbal, em Portugal. É considerado um Monumento Nacional. Desde os primeiros tempos da ocupação a pesca e a exploração do sal trouxeram riqueza à região, apenas superada, em meados do século XIX, pela cultura do arroz. O castelo ergue-se em posição dominante sobre a margem esquerda (Sul) do rio Sado, integrando, atualmente, a Região de Turismo da Costa Azul portuguesa. História Antecedentes A primitiva ocupação humana do seu sítio remonta à pré-história (períodos Neolítico, Calcolítico e Idade do Bronze), conforme os testemunhos arqueológicos. Posteriormente, conheceu a presença Fenícia, quando se designava Bevipo, e o domínio romano. O povoado cunhou moeda própria em meados do século I a.C., com a inscrição Imperatoria Salacia, datando dessa época, segundo alguns autores, a alteração do nome da localidade para Salácia, quando controlava a via que comunicava o estuário do rio Tejo com a região do Alentejo e a do Algarve. Após as invasões dos bárbaros, a povoação foi, por sua vez, ocupada pelos Muçulmanos desde 715, que reforçaram as suas defesas, constituindo-se em um dos principais portos da costa atlântica ao sul do Tejo. Consta que, em 966, uma frota de Normandos adentrou a foz do Sado até Alcácer do Sal, tendo desistido da habitual razia à vista da sua defesa. O castelo medieval À época da Reconquista cristã da Península Ibérica, no mesmo ano da conquista de Lisboa aos mouros (1147), Alcácer do Sal foi acometida por D. Afonso Henriques (1112-1185) à frente de uma reduzida força de assalto de 60 cavaleiros que, pretendendo explorar o elemento surpresa, foram vigorosamente repelidos pelos defensores, que lograram ferir o soberano. A região ainda resistiu por alguns anos às arremetidas portuguesas, particularmente em 1151, 1152 e 1157, vindo a cair apenas em 1158, com o auxílio dos cavaleiros da Ordem de Santiago da Espada. Para melhor defesa e povoamento da região, Sancho I de Portugal (1185-1211) efetuou a doação desta vila e seu castelo aquela Ordem militar (1186). Entretanto, ainda no reinado deste soberano, as forças do Califado Almóada sob o comando do califa Iacube Almançor reconquistam o Algarve e, avançando para o norte, arrancam ao domínio português, sucessivamente, o Castelo de Alcácer do Sal, o Castelo de Palmela e o Castelo de Almada (1190-1191). Só após a Batalha de Navas de Tolosa (1212), em que se registou uma vitória decisiva dos cristãos peninsulares contra os mouros, foram reconquistadas as terras perdidas para além da linha das fronteiras que se estendia do rio Tejo até Évora. Alcácer do Sal e o seu castelo só foram definitivamente conquistados no reinado de Afonso II de Portugal (1211-1223) por um conjunto de forças portuguesas, coordenadas pelo bispo de Lisboa, Soeiro Viegas, e por uma frota de cruzados sob o comando de Guilherme I, conde da Holanda, a 18 de Outubro de 1217, após um cerco de mais de dois meses. Após a conquista, este soberano confirmou a anterior doação de D. Sancho I dos domínios de Alcácer do Sal, Almada, Arruda e Palmela, à Ordem de Santiago, doação esta mais tarde confirmada por D. Afonso III (1248-1279) na pessoa do Mestre D. Paio Peres Correia e do comendador (24 de Fevereiro de 1255). No século XIII, D. Dinis (1279-1325) no âmbito da remodelação das defesas do país, procedeu a ampliação e reforço das defesas desta povoação. No contexto da crise de 1383-1385, a vila e o seu castelo tomaram o partido do mestre de Avis, tendo aquartelado tropas sob o comando do condestável D. Nuno Álvares Pereira. Do século XVI aos nossos dias Quando da crise de sucessão de 1580, as defesas de Alcácer do Sal, despreparadas para o fogo da artilharia, não ofereceram séria resistência às tropas de Filipe II de Espanha (1580). O castelo abrigou o Convento Carmelita Araceli, que ali permaneceu até 1834. Sem função, o antigo castelo medieval foi progressivamente consumido pelo tempo e pelo abandono. Classificado como Monumento Nacional por Decreto publicado em 23 de Junho de 1910, sofreu intervenção de consolidação e restauro, em nossos dias, a cargo da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN). Atualmente em bom estado de conservação, as suas dependências abrigam a Pousada D. Afonso II, integrante da rede Pousadas de Portugal inaugurada em 1998. Cripta arqueológica Vinte e sete séculos de história cruzam-se na Cripta Arqueológica do Castelo de Alcácer do Sal, inaugurada a 18 de abril de 2008. Situada sob convento de Aracaeli, a Cripta Arqueológica oferece uma verdadeira viagem no tempo, com mais de 27 séculos de história. Na área intervencionada do Convento encontraram-se muros medievais da época cristã pós reconquista, alicerçados parcialmente em paredes romanas que, por sua vez, se sobrepõem as estruturas pré-existentes mais antigas datadas da Idade do Ferro. O maciço de ruínas, fornece uma leitura das épocas que ali se sobrepõem, das mais antigas, no século VII a. C. às mais modernas, no século XIX. Destaca-se neste conjunto de estruturas o achado de um edifício que, pelas suas dimensões, assume as características de um santuário, com ocupação da Idade do Ferro e Época Romana (séc./IV a.C. e o séc. II d.C.). Numa das celas deste santuário foi identificado um altar com lucernas e pratos em cerâmica e um pequeno tanque de onde foi retirada uma tabela defixionis, uma pequena placa com dizeres de feitiço ou maldição. Características Exemplo da arquitectura militar islâmica, o castelo ergue-se na cota de sessenta metros acima do nível do mar, com planta aproximadamente elíptica, alcançando uma extensão de 260 metros no seu eixo maior e de 150 metros, no menor. Nos troços remanescentes das muralhas observam-se os vestígios de cerca de trinta torres em alvenaria de pedra e outras estruturas defensivas, inclusive uma albarrã semelhante à do Castelo de Badajoz, testemunhos de várias épocas construtivas. Entre as torres destaca-se a chamada Torre da Adaga, por apresentar esta arma esculpida em uma pedra. A Torre do Relógio e a Torre de Algique foram erguidas em taipa, elevando-se a 25 metros de altura. As crónicas coevas, referem que nas muralhas se rasgavam duas portas, uma a norte (Porta Nova) e outra a leste (Porta de Ferro). A alcáçova medieval de Alcácer do Sal, ocupada por uma instituição religiosa até ao século dezanove, ergueu-se sobre estruturas atribuíveis a todas as ocupações anteriores, com destaque para o período islâmico, quando as primeiras estruturas do castelo teriam sido edificadas.
Useful information
Free Museum: 3.50 EUR Museum: 0 - 12 years: free - Great view - Castle Garden - Information tables cripta.arqueologica@m-alcacerdosal.pt It is used as a hostel and a museum
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