Forte de São Clemente
Vila Nova de Milfontes Beja Portugal
fortress
Forte de São Clemente
Vila Nova de Milfontes Beja Portugal
fortress
From this fortress, built at the end of the 16th century, one can view almost the entire Vila Nova de Milfontes
O Forte de São Clemente, também conhecido como Castelo de Vila Nova de Milfontes ou simplesmente Forte de Milfontes ou ainda Castelo de Milfontes, localiza-se na povoação e freguesia de Vila Nova de Milfontes, concelho de Odemira, distrito de Beja, em Portugal
Previous names
Forte de São Clemente, Forte de São Clemente
Description
From this fortress, built at the end of the 16th century, one can view almost the entire Vila Nova de Milfontes. Originally built with a polygonal plan, with canon areas and two triangular bastions, it was damaged in seevarl ways in 1638. During the reign of Dom João IV it underwent changes and its military capacity grew bigger. A model of the military mannerist architecture, it was later turned into a residence and a medieval turret with battlements was added to it. Currently, the trench and the walls are surrounded by vegetation and flowers. https://www.allaboutportugal.pt
O Forte de São Clemente, também conhecido como Castelo de Vila Nova de Milfontes ou simplesmente Forte de Milfontes ou ainda Castelo de Milfontes, localiza-se na povoação e freguesia de Vila Nova de Milfontes, concelho de Odemira, distrito de Beja, em Portugal. Erguido em posição dominante sobre a vila piscatória, na margem direita da foz do rio Mira, tinha a função de proteção do seu porto e o acesso a Odemira das incursões de piratas oriundos do Norte d'África. História Antecedentes Considerado como o melhor porto natural da costa Sul do país, a primitiva ocupação deste trecho do litoral, é muito antiga, tendo sido identificados vestígios da presença Fenícia, Grega, Cartaginesa e Romana. À época da Reconquista cristã da Península Ibérica, esta povoação pesqueira foi fortificada, no século XIII, por D. Soeiro Viegas, Bispo de Lisboa, e posteriormente, por D. Afonso III (1253-1279), que lhe passou Carta de Foral. Regularmente atacado por piratas do Norte d’África, na segunda metade do século XV, sob o reinado de D. João II (1481-1495), após um saque por piratas argelinos, a povoação ficou deserta, tendo o castelo sido incendiado. Visando o seu repovoamento, D. Manuel I (1495-1521), passou-lhe o Foral Novo, já com o nome de Vila Nova de Mil Fontes (1512), assegurando amplos privilégios aos seus habitantes. Damião de Góis refere que o forte terá sido erguido em 1552 sobre uma fortificação anterior, então em ruínas. O Forte de São Clemente À época da Dinastia Filipina a situação se agravou com o corso, tendo a povoação sido arrasada por um ataque devastador em 1590. Atendendo à necessidadeda defesa, Filipe II de Portugal (1598-1621) fez erguer um forte, sob a invocação de São Clemente, santo consagrado a causas do mar, entre 1599 e 1602. Para esse fim, o arquiteto e engenheiro militar napolitano Alexandre Massai foi deslocado pela Coroa das obras do Forte do Pessegueiro para a Vila Nova de Milfontes. Os estudos prévios do projeto datam do ano de 1598, tendo as obras se iniciado no ano seguinte, com a transferência do canteiro de obras do Pessegueiro, cujas obras, portuárias e de defesa, ficaram interrompidas. A pedra para a construção foi, tal como no Pessegueiro, o arenito extraído do próprio litoral. Concluído em 1602, a subsequente história do forte será marcada pelas dificuldades mantê-lo operacional, quer por carência de material, quer de pessoal. Paralelamente, com o assoreamento do seu ancoradouro a partir do século XVII, a povoação perdeu importância regional. Em meados do século XIX, na reforma administrativa de 1855, Vila Nova de Milfontes perdeu a categoria de vila, que só veio a retomar em 1988. Do século XX aos nossos dias Cessada a sua importância estratégica, o imóvel foi arrematado em hasta pública, em 1903, pelo Capitão de Infantaria Valério Manco Ferrão, residente em Lisboa, por 464 mil réis. Este, por sua vez, vendeu-o, em 1909, a Francisco de Jesus Gonçalves, então morador na herdade de Gomes Anes (em Odemira), pelo montante de 250 mil réis, conforme valores declarados nas respectivas escrituras. À época, o forte apresentava um aspecto de abandono, principalmente nos muros voltados para a barra do rio, devido ao casario adossado ao cavaleiro, nos parapeitos e na contra-escarpa, embora os muros da praça alta lhe conferissem ainda sólida aparência. Os seus novos proprietários pouco fizeram pela sua conservação nas décadas seguintes. A Câmara Municipal cogitou a sua desapropriação e demolição em 1931, o que não ocorreu por falta de recursos. Em 1939 (com escritura lavrada em 1940), o imóvel foi adquirido por D. Luís Manuel de Castro e Almeida, através de sua esposa Margarida Marques de Figueiredo. O novo titular, natural de Lisboa, era uma pessoa viajada, proprietário e negociante. Determinou a restauração do imóvel adaptando-o a sua residência e para fins turísticos, funções que conservou até 2009, quando foi posto à venda. O forte encontra-se classificado como Imóvel de interesse público pelo Decreto 95/78, de 12 de Setembro de 1978. Posteriormente, com a criação do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, foi incluído numa das áreas de salvaguarda do Património Cultural (Decreto 33/95). No largo fronteiro ao forte, um monumento recorda que foi dos campos vizinhos que decolaram os aviadores Brito Pais, Sarmento de Beires e Manuel Gouveia, em 1924, para o arriscado voo que os levou a Macau.
Useful information
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